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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Meu Horizonte ...


No espectro da amargura
Minha intenção não é
Não será nunca
Condescendência
Com qualquer tipo de censura
Pois há muito desisti
De certas vertigens
Alucinadas viagens

Necessito de
Suficiente espaço
Na fluidez
Dos meus pensamentos
Sendo estes
Elos coaxiais
Na ignição
Dos meus apelos
E chamamentos

No que explano aqui
Na maioria das cogitações
Fruto de variadíssimas
Internas ilações
Não prevejo
Não planeio
Sou eu consignatário
De mim mesmo
Solução simples
Das minhas depurações

Ah , se provoco amores ?
Já provoquei sim
Degeneraram
Em enganos e dores
E hoje ?
Hoje os tempos são outros
Em cada estação do tempo
Prefiro a minha paz
O meu sorriso
E o afago do vento
Prefiro a raiz e o traçado
De um percurso verdadeiro
Coerente
Genuíno
Ainda que sinuoso
Moroso e lento

Assim estou
Na avenida
Do meu horizonte
Neste passear que dou
Diante da minha
Juventude vivida
E a minha vida
De experiencias
Colhidas
Sabendo sempre diferenciar
Uma miragem
Que adorna o vazio
De uma tentação
Adensada de ilusão
Sabendo descodificar
Os ingredientes vitais
De uma decidida
Opção de vida

Uma palavra de Verdade
Todos buscamos
Quer ela nos faça doer
Sofrer ou chorar
Mas é de Verdade que falamos
De algum vazio
Todos comungamos
Mas definitivamente
Eu prefiro o estado
Do esvaziar

Eu intensamente
Me procuro
E o outro lado meu
Na singularidade
Da minha solidão
Em harmonia e união

Sabemos os dois (eu e eu) que

Prescindir e simplificar

É o segredo

Da sabedoria
E da almejada iluminação ….