Arquivo do blog

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ternuras Invisíveis ...


Na curva
De mais um dia
Algo que não sei
Traduzir
Explicar
Perfumou a minha memória
Com uma lembrança
Numa frase de um livro
Que naquele momento
Eu lia


Deixo-me levar
Por esta indecifrável
Alquimia
Vagueio assim
Nos meus pensamentos
Sem encontrar explicação
Para fenómenos
Que ao longo do tempo flutuam
No oceano revolto
Da minha evolução


Tenho
Absoluta consciência
Da fragilidade dos dias
Da fragilidade dos laços
E de tudo o que envolve
A complexidade que leva
Ao momento clímax
De tantas magias


Isso dá-me
Uma observação própria
De um cenário global
Dos ciclos
Das estações do ano
Das dualidades que vivemos
No caldo quântico que nos chega
Nesta órbita em movimento



Existem coisas
Gestos genuínos
Frases belas com sons musicais
Palavras que ressoam no intimo
Ternuras invisíveis
Ao longo do caminho
Que em mim traçam marcas
De reconhecimento
E de profunda emoção


Por vezes
Nos momentos sagrados
Em que só somos
Nós e a solidão
Sentimos sinais
Que nos visitam

Querendo assim os Deuses

Dizerem-nos sempre


Algo mais ….





Luis Sousa