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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amo-Te Meu Filho ...


Neste tempo
Para nós sempre pequeno
Que juntos passamos
E que na tua presença
Me ensinas
Sem te dares conta
Os saberes múltiplos
Da tua inocência

São várias as vezes
Que ao longo de cada dia
Sinto aquela saudade
Dormência deste amor
De pai para filho
Que a nós nos liga
E que em cada singular memória
Se transforma em magia

Meu filho
Meu pimpão
Meu príncipe
Hoje
E em cada dia
És aquela luz que encontro
Ao chegar ao nosso mundo
Ao nascer de cada noite
O meu espírito alumia

Na descoberta de cada pedaço
Do teu complexo e novo mundo
Encontro a tua alegria
A fagulha da inteligência
O filamento da tua sensibilidade
Que no brilho do teu Ser habita
E se faz assim
Pura alquimia


Pedaços do nosso tempo
Tesouros que guardamos
E que serão lembrados
Em cada passo dado
Na comunhão
Das nossas vidas
E nas estrelas luzidias
Do nosso firmamento


Adoro esse teu sorriso lindo
Amo cada minuto
Da tua companhia
Pois a cada dia que passa
És cada vez mais
Meu maior companheiro


Amo-te


Meu filho ….








domingo, 7 de dezembro de 2008

Por Favor ....


Tomar uma corda
Por uma serpente
Num lugar sombrio
Pode produzir
Medos devastadores
Mas quando
A claridade incide
Sobre essa mesma corda
Tais medos
Deixam de ter quaisquer razões
Para existirem


O fim de toda a ilusão
Na relação plena
De uma abertura ampla
Para a compreensão sem limites
Caminho do auto-conhecimento
E do mundo exterior que nos rodeia
É o objectivo permanente
Na busca incessante
Para uma capacidade maior
Na eliminação de marcas e resíduos
Da panóplia do sofrimento


Essa abordagem
De um conhecimento
Que diverge da acumulação de dados
Com que se rege o cientifico conhecimento
Para uma compreensão profunda
Da existência
Na sua verdadeira natureza
São os parâmetros que se registam
Como antídotos fundamentais
Contra a inércia e a ignorância

Não de uma ignorância
Por falta de informação
Mas sim de uma visão falsa
Da realidade
Que normalmente nos faz crer
Que o que nos envolve
É permanente e sólido
Confundindo na generalidade
O prazer ilusório e passageiro
Com a pretensa felicidade

Assim sendo
A confusão mental
Vai-se instalando
Gerando no seu sequente processo
O turbilhão flutuante
No nosso espírito
Desaguando quase sistematicamente
Num comportamento primário
Onde se confrontam
As estrelas que orbitam os desejos
E as crateras onde se depositam
As desconfianças e o medo


A ignorância perpetua-se
E os oásis resistentes
Que ainda habitam as planícies
Da suposta paz interior
Desaparecem
Deglutidas pelas areias movediças
Da insegurança do medo
E do terror


Assim se observam
Os cais de desembarque
Onde acenam sofrimentos e dor
Próximos dos jardins circundantes
Que em desespero se lamentam
Porque perderam inesperadamente
A sua ultima flor


Palavras sinceras
Sentimentos genuínos
E bosques de amor

Venham a este mundo
Por favor

Para que se acabem


Com tantos gritos
De dor ….






sábado, 6 de dezembro de 2008

Metamorfoses


Na semente que lanço
Crio uma esperança
No embrião
Que vejo nascer
Espero por sinais
Metamorfoses
Convergências reais
Dos meus sonhos e pensamentos


Fico-me pelos resultados
São como desígnios
Predestinados
Revelações concretas e abstractas
Onde emergem transparências
Ou derivações opacas


Resta-me continuar
No tempo e no espaço
Persistir e caminhar
Nunca abdicar
De princípios e regras
Que no seu conjunto
Estruturam-me
E fazem
O meu edificar


Quanto ao rebanho
Nada tenho
Com que me identificar
Reconheço que por vezes
Por assim ser
Seja necessário algo mais
Para a semente medrar
No sentido puro e verdadeiro
Em que o movimento
Se possa sintonizar


Sei da resistência do meu escudo
Sei das dores que se assistem
Em frases magoadas
Sei da força da minha espada

Sei da verdadeira substancia
Com que Existo


Consagrando


A minha Palavra …..







sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fluxo Vibrante


Hoje não estou virado
Nem receptivo
A quaisquer tipo de ruídos
Poluidores da minha paz
Pretensiosos invasores
Da minha serenidade

Hoje não estou disponível
Para projecções alheias
Conjecturas programadas
Que correm em outras veias
Planos engendrados
Criados por outras ideias

Hoje não estou disponível
Para nada
Que eu não queira
Para as adulteradas intenções
Que reinam neste mundo
De sinuosa cegueira

Hoje só estou disponível
Para ti
Para o fluxo vibrante
Que vem até aqui
Para o fio condutor
Que nasce em mim
E de forma brutal
Explode em ti

Hoje
Quero inalar
Esse teu cheiro de mulher
Quero beber os fluidos
Do teu sabor
Sentir em nós o suor molhado
Que reflecte a nossa vontade
No seu máximo fulgor

Hoje
Quero escutar
Teus segredos de desejo
Entrelaçados
Nos teus gemidos
Roucos
Agudos e graves
Que incendeiam o rastilho
Da minha fome
E detonam os estilhaços
Da nossa loucura

Hoje
Não quero mais nada


Hoje
É somente isso

Que eu quero ….





quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Magia divina ...


Hoje nos beijos
Que te dei
Nos afagos meigos
Que nas curvas do teu corpo
Eu deixei
Nas palavras quentes
Que ao teu ouvido
Eu segredei
Em cada pedaço
De qualquer coisa
Sabe-me sempre tão bem
Esta sensação
Pura e simples

Existem dias
Com este começo
Deste dia de hoje
Em que sinto
Essa luz envolvente
Essa magia divina
Brilhando
Em cada rosto de nós
Deixando-me
Solenemente agradecido

Os milagres
Da minha vida são estes
Viver reconhecidamente
Cada bago de sintonia
Cada segmento de delicia
Fruto das conjunções
Combinações acontecidas
E presentes
No contexto complexo
Da nossa alquimia

Em cada carinho
Em gesto de amor
Em cada afecto
Cuja temperatura
É sempre quente
Está o silvo
Da minha alegria
E a lágrima da minha dor
Reflexos
Desta imensidão de sentimentos
De emoções e desejos
Em ebulição
Que em cada acção e movimento
Queria eu
Somente parar o tempo
Para em mim
Guardar eternamente
O gosto único
Deste especial sabor

O ar que respiro
Sinto-o puro e leve
O colorido das paisagens
Que me circundam
Vejo-as com cores
Límpidas e suaves
O magma do meu espírito
Sinto-o sereno e tranquilo

São estas harmonias
Conjugações sintomáticas
Roçando quase a perfeição
Que me deixam extasiado
Numa profundidade
De elementos substanciados
Que se evidenciam
Alimentando assim
As minhas convicções
Decapando resíduos
De gordura
Das minhas percepções

Declamando baixinho
Quase em segredo

O Valor Sagrado

Significativo


Das Minhas

Emoções ….






quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Minha Viagem ....


Na minha viagem
Na procura
De uma mágica
Poderosa aragem
Estou ciente
Da minha loucura
Esta coisa
Vibrante e sem margem
Este despertar
Constante
Num provocar penetrante
Que toca o sensorial
Deixando um ar
Não sei como dizer
Talvez
Algo entre a vertigem
E o emocionante


Neste encontro
Entre esse lado
Libertino e louco
De mim
Passo a língua
No doce derretido
Que apanho no vento assim

O céu que me falta
O chão que preciso
Mas que não tenho
Nesse voar que faço
Nesse correr
Que não detenho
Malha do enredo que sou
Entre a planície e o horizonte
Por vezes perco-me
E não sei onde está o fio
Do meu sonho


Nesta aragem
Nesta simples abordagem
Neste ir e voltar sem fim
Nesta escrita
Sem dobragem
Derramo a seiva
Em lados escarpados
Inclinações vertiginosas
Que abraçam vales
Onde existem sintomas
De origens milagrosas

São ecos de mim assim
Pressinto
Uma brisa fresca
Aqui e ali
No refluxo intuitivo
Manuseio
Nas asas da intenção
Embalagens criadas por essências
Desenlaço frascos de aromas
Que espalho pelas estrelas
Talvez despertando nos olhares
Paisagens sem fim

Nesta minha viagem
Sinto-me assim

Procurando

O respirar sereno
Tranquilo e profundo

O sabor genuíno
Que alaga o meu paladar

O olhar intenso
Pelos fenómenos

Que fazem

Os meus sentidos

Vibrar ….





terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Vazio e o Nada ....


Aqui estou eu
Na delicia eterna
Que guardo
Nos meus confins
Na gotícula de água
Que molha
Um tecido de linho
Nos afagos ternos
De impagáveis momentos
Nas palavras sinceras
Trocadas numa fosca luz
Num todo indecifrável
Que torna o cerne do meu ser
Num adubo que alimenta
Meu pedaço sagrado de terra
Tornando-o assim
Mais arável

No sorriso que deixo
No sentido que agarro
E na mão que fecho
Entrego-me
No sabor da entrega
Escolhendo a plenitude
Da profundidade do nada
Nesse vazio de tudo
Onde reconheço o poder
Valor sem igual
De fragmentos simples
Que ninguem apaga

Do nada
Inicio o gesto
Que acciona a ignição
Que gere a criação
Que aqui ou ali considero
Elementos essenciais
De um pouco de tudo

Do nada
Crio linhas e pontos
Referencias espirituais
Mentais
Que ditam
Digestões leves desta globalidade
Do que julgo serem
Coordenadas
Das minhas aptidões
E trabalhadas soluções

Do vazio
Inspiro-me no deleite cru
Do simplesmente estar
Respirar
Sentir o prazer único
De naquela fagulha de tempo
Em total liberdade
Sentir o pleno
E em silencio desfrutar

Do vazio
Mergulho no espaço
Onde a ausência
De qualquer resistência
Me faz flutuar
Levitar
Sob o véu da serenidade
E do bem infinito
Dessa sua complexa
Permanente essência

Deleito-me
Na observação
Da gotícula de água
Que no tecido fino
Se alojou
E assim humedeceu
Delicadamente
Na sua passagem simples
De fugaz Existência

Existência que me inspira

Sublimes

Retratos profundos

De rara

Excelência ….