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sábado, 19 de setembro de 2009

Pura Fantasia ...


No universo puro da fantasia
Onde de uma janela
A imaginação sorriria
Na plenitude da tentação
No mais ínfimo pormenor
Cada instinto ousaria
Na delicia libertina do desejo
Degustar o sabor seria
Libertar o corpo e a alma
Visitar cada canto
Cada recanto
Da aveludada textura
Sabor da pele
Onde cada elemento
Se transformaria em magma
Em água
Saliva
E transpiração
Fluidos corporais que brotam
De uma nascente efervescente
Onde pairam fagulhas
Chamas de loucura
Promovida por anjos
Dessa vontade em conjunção



E se fosse
Em noite de lua cheia
Reflexos no mar
Prata cor do luar
Sinais de desejo
Ecos próximos e distantes
Sons da natureza
Cada sentido registaria
E assim constataria
Que os condimentos
Dessa singular magia
Se guardam
Num nível invisível
Oásis de cores garridas
Provocadas
Pela reacção química
Assinalada
Por essa palpitante alquimia




Nessa pura fantasia
Aproprio-me assim
Dessas cores e palavras
Numa tela magistral
Conteúdo complexo
Onde por aí desvendo
Portais
Em jardins escondidos
Canteiros
Pensamentos deslizantes
Incontidos
Notas musicais em harmonia
Melodia perfeita na plasticidade
No aroma perfumado das letras
Encontro
E assim alcanço


Esses recônditos lugares
Relevos deliciosos imaginados
Cumes inspiradamente procurados

Por esses mundos


Notavelmente construídos



Proprietários e donos
Dessa mais bela



E Pura Fantasia ….
















quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Se alguma vez ...







Se alguma vez
Toquei as cordas
Que fizeram acontecer
Ecos e sonoridades
Em lugares remotos
De uma solitária Alma
Então sou eu que agradeço
Pelo momento vivido
Pelo bem que assim
Me foi permitido
Deixando no ar
O sabor mágico
Do paladar
Da aragem do mar
E do mais sublime apreço




Se alguma vez
Num enredo atribulado
Energicamente me defendi
E assim também
De forma
Decidida e poderosa agi

Talvez tenha sido porque
Nessa etapa do caminho
Que nessa altura percorri
Eu ainda não sabia
Nesse momento
Que essa dor
Era uma pedra preciosa
Na terra do meu caminho

Que me dizia
Silenciosamente
O quanto
Em cada grito de dor
Em cada travo amargo
Com ela
Eu na vida
Aprendi e cresci




Se alguma vez
Na sequencia de uma história
De uma viagem ilusória
Eu fui
E na grandeza deste mundo
Eu voluntariamente me perdi
Foi porque achei
Que era melhor assim



Soprar a chama da vela



Chamar a Vida
Encontrar a beleza
Que existe nela



E neste labirinto
De combates
Sentimentos
E contradições




Retomar o destino de mim ….












sábado, 12 de setembro de 2009

Na Esfera da Madrugada ...







Deixo-me ir
Na esfera da madrugada
Partículas e poeiras que invadem
Lugares da minha vida
Com tons e sabores
De histórias complexas
Que se desenrolam
Numa cordilheira imensa
Que se estende
Desde vales verdes
Semeados por vontades
Até cumes altos e brancos
Repletos de realidades



Observo a beleza
Dessa paisagem vibrante
E reconheço que
Apesar da minha vontade
Existe aquela mão
Invisível do destino
Que guia
Que sacode
Aconchega e abre caminho
Numa trama onde
Tudo faz parte
Das regras de um jogo
Composto por inúmeros eventos
Onde por vezes acontecem
Acasos coincidentes
Sublimados
Por contornos que são
Ficções reais da sétima arte



Assim olho em redor
E na coloração das vias
Deixo veicular
Em certos contextos
A química da fantasia
Poção mágica que toca
Almas e corações
Onde se elevam emoções
Primaveras e monções
Vivencias substanciais
Experiencias humanas
Do fluxo dessa energia



Mas a realidade
É cruel e forte
Impõe a consciência
Dos pontos cardeais
Do sul e do norte
Onde na exigência das coisas
Guardo na arca dos meus sonhos
Peças decorativas
Algumas invisíveis
Imagens coloridas
Fronteiras tangíveis
Para mais tarde
Na neblina da madrugada
Guardar o escudo e a espada
E sentir o pequeno e valioso
Momento grande do nada



Sou assim
Corredor de fundo
Adoro transpor
Barreiras e metas
Mas o que me dá gozo e prazer
São viagens sublimes
A universos esquecidos
E assim enriquecidos
Por conhecimentos
Aventuras e texturas
Salpicados por loucuras
Onde residem tranquilamente
Ensinamentos profundos
Dos mais valiosos nadas



Assim neste manto
Frequencia vibratória da Vida

Onde muitas vezes me espanto


Acontecem verdadeiras histórias




Transcendências pictóricas


Autenticas criações feitas






Por mãos sábias ou divinas



Seguras
Intensas
Intencionais



Mas nunca e jamais



Aleatórias ….




domingo, 6 de setembro de 2009

Cadências Térmicas ....




Esta forma de ver
Nesta transmutação que consigna
Expressão profunda
Que emerge na leveza
Que dá sentido
À emoção que vibra
Dando vida a cada cor
Arco-íris
Sindroma metamorfósico
Que faz a catarse
Entre a alegria e a dor



Palavras
De concessão e alforria
Libertação plena
Asas de albatroz que
Na frequência certa
Sintonizam
Cadências térmicas
Fluxos
Vibrações e vagas
Impulsos de energia
Que projectam ficções
Ecos polvilhados
De subtilezas e magia



É nessa plenitude
Que vive o sonho
Fruto da coragem
Dos viajantes da utopia
Visionários
Compulsivos criadores
Que vivem na dualidade
Entre a escrava razão
E a infinita dimensão
Das escaladas
Das montanhas do desejo
Cujas escarpas são íngremes
Ravinas
Onde reside a tentação
E de todo um universo
Onde convivem sentidos
Espuma da emoção
E toda aquela humidade
Que alaga e irriga
A boca que conhece
O prazer da degustação


Tocar esse suave
E sublime algodão
É lançar sinais
Roteiros marginais
Nesta imensa vastidão
Onde magos
Dançarinas e coreógrafos
Das mais diversas peças
Se deliciam com
Castas desse fruto
Suculento
Que absorvem e espalham
Em seus espiritos e aveludados corpos
Esse óleo transformador
Milagroso
E cobiçado unguento



Em Almas
De sensos sensíveis
Tais cadências térmicas
Servem de lastro
A cascatas de fantasia
Cujas quedas se revêem
No mais inusitado momento


É tempo e hora
De absorver inspiração


Na vertigem da eloquência


Libertam-se aromas das palavras


Preenchem-se espaços
Oásis da criação


Com tonalidades várias


Predestinados a serem


Pedaços e elementos
Alheios da razão




Hóstias partilhadas


Nutridas
Do mais rico alimento ….












quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Complexas Alquimias ...







De facto
Na realidade ainda guardo
Alguma inocência
Aquela leveza e displicência
Que só me faz bem
Que me faz ir a outros lugares
Atravessar as fronteiras
Sentir o calor
De algumas fogueiras
Sentir o sopro
E escutar sons e melodias
Que chegam de algum lado
Da terra de ninguém
Onde existe a fonte
Vida do além


Nessas magias
Onde borbulham composições
Substratos provocados
Por efeitos e combustões
Resultados multifacetados
Destas complexas alquimias


Deixo na areia serena
Dessa adocicada ilha
Pegadas minhas
Pistas dos meus segredos
Devaneios
Dos meus enredos
Que a cada gesto elevam
Os degraus do êxtase
No mais puro deleite
Onde se fixam os olhares
Num horizonte verdadeiro
Onde sinto de perto cada textura
Tonalidades e fragrâncias
Odores
Inebriantes apetecidos
Fazendo
Perder a compostura


Nessa alucinação
Que põe em ebulição
Cada partícula
Cada inspiração
Gota de orvalho
Que salpica a pele da mão
Estou certo que
Tudo é vida
Tudo é força que gira
Cujo sentimento
Também se faz de amor
Pois
Ele transforma e melhora
A Alma das flores
A Alma das árvores
Das estrelas do universo
Como também revigora
A Alma deste mundo



A vida é suave
Terna
Por vezes dura

Apeteceu-me hoje


Inclinar o pote
Fazer escorrer

Pingos de mel



Também de Amor


Entrelaçados de Ternura …











domingo, 30 de agosto de 2009

A Brisa do Vento ...







Nunca estamos preparados
Para as surpresas do tempo
Mas sabendo que
Tudo se concebe na simbiose
Que se produz em calor lento
Chegando aquele momento
Em que uma parte de nós
Pedaço ou fragmento
Já dispõe dessa tal essência
Dessa resina que
Envolve o filamento


O desígnio da palavra
É como o rasgo
Que sulca e lavra
Que sedimenta e aduba
Em parceria e cumplicidade
Com o molhado da água
Na aridez da terra
Que não se contém
E se alastra sem medo
Ao longo da crosta
Até ao mais alto penedo


Mas é preciso cuidado
Colocar
Na atmosfera do ar
Essa vibração
Sentido que nasce da palavra
E se faz pensamento
Transformando
O vazio do nada
Em raciocínios e composições
Colorindo a noite e o dia
Resultados evidentes
Dessa pujante energia



No horizonte
Desse invisível traçado
Está previsto
O encerramento de um ciclo
Deixando que
O movimento das ondas
Transformem
Reciclem
Renovem
Abrindo assim os portais
A um novo fascículo
Brisas de um novo ar
Onde o novo
Terá seu espaço assegurado
Para emergir e se manifestar



Confiar sem medo
Na capacidade genuína
Que cada um tem de observar
De aprender
E de se ensinar a si mesmo
Nos vários oceanos
Onde cada navegante
Se rege por diferentes padrões
Onde se escolhem referências
Sinais no universo
Registados
Em antigos pergaminhos
Perfumados linhos
Coberturas e adornos
Para as demais funções



Despertar a clarividência
Reconhecendo
A brisa do bom vento
Ajudando-a
A chegar ao seu destino
Protegendo-a ao longo do caminho
Fazendo tudo para ajudá-la
A aconchegar-se em nós
Entranhando-se na pele
Sedimentando-se
Envolvendo-se como se fosse
Um ajustado colarinho


Como diz
Aquela máxima

Quando se deseja
Verdadeiramente


Todo o universo conspira

Para que

Tudo aconteça


Desde

O metabolismo da célula


Passando


Pela receptividade do Espírito



Tornando tudo


Mais evidente ….








quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Estou Vivendo Isso ...







Não há razão para termos medo das sombras.
Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a Luz.

Ruth Renkel

=*=



Não somos
Donos de nada
Não ditamos as regras
De qualquer
Sequencia cadenciada
Mas a verdade é que
O real fascínio
Do que engrandece a Vida
Está sempre
Do lado oculto
Do que se transforma
Em realidades


Não somos
Donos de nada
Somos sim a dinâmica
Da nossa mente deflagrada
Fragmentada nos desejos
Dos nossos
Mais exaltados pensamentos
Que na sua declamação sentida
Quase sempre silenciosa
Deposita resíduos gelatinosos
Que alimentam os arcanjos
Desenhadores
Afluentes do futuro



O real fascínio
Do que desnuda
Os enredos enigmáticos
Que sulcam
As crateras e as dunas
Que compõem
A topografia da Vida
Está nas mensagens
Que se despegam e caem
Dos desejos implícitos
Auras dos pensamentos
E que assim flutuam
No vazio da atmosfera
Onde reinam
Todas as possibilidades
E no confluir das energias
Se podem tornar Verdades
De algumas
Esperadas contextualidades



Talvez todos tenhamos
Ao longo
Das nossas Vidas
A constatação consciente
Dessa Força invisível
Que se traduz
Em formas aleatórias
Que fazem acontecer
As pequenas e as maiores
Sincronicidades



Estou vivendo isso


Agradeço tudo

O viver
De cada revelação


Em que por vezes o olhar

E a percepção me expõe





O que parece estar


Oculto e omisso ….