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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pano de Fundo ...







O silencio
Esse pano de fundo
Que me faz sentir melhor
Nos soberbos instantes
Em que desfruto pausadamente
Os meus profundos momentos
Saboreando pequenas dádivas
Que me vão chegando
De uma forma única e maior


Esse som do silencio
Que vive na surdez do mundo
Permite pressentir
Inspirar profundamente
Até onde dá
E tactear os sulcos
Por onde correm
Alguns dos fluxos
Que emergem
Do outro lado de lá


Esse silencio
Povoado de sons múltiplos
Pequenos e quase nulos
Infra e inaudíveis tons
Que alimentam
Com superior inteligência
E subtilmente
Os alicerces que suportam
Os espaços que se diluem
Nas paisagens
Testemunhas do tempo
Onde parecem levitar
Indescritíveis dons


Esse silencio
Fonte magno de sabor
De instinto madrugador
Provem
De lugares recônditos
Onde por vezes
Na teia dos pensamentos
Reflexos dos básicos elementos
Sente-se
Na sua envolvência
Como uma bruma
Gotículas de vapor


Esse pano de fundo
Deveras revelador
Fonte de uma água
Pura e cristalina
Milagreiro nos processos
De terapia e cura
De muitos tormentos


Esse Silencio
Palco mutante
No espaço profundo
Onde por vezes se esgrimam
Vincados confrontos
E gladiadores momentos


Silencio

Verdadeiro
Pano de fundo


Dos mais frutuosos

E Profundos



Ensinamentos ….











domingo, 12 de abril de 2009

Assim Será Sempre ...







Aqui escrevo
O magma do vulcão
Dos meus pensamentos
Se por vezes
Eles são calmos
Serenos e tranquilos
Existem outras em que
A lava ferve em ebulição
Rastreando
Mapeando os enredos
Que me levam tantas vezes
Às minhas mais duras
Dúvidas e observações


Na minha
Intima cadencia
Sei que por vezes
Algo do que escrevo
É medida que assenta
Como uma luva
Nas maioritárias mentes
Que se alimentam de contornos
De linhas ocas e vazias


Mas a verdade
É que aqui
Não se vive de audiências
Aqui não se pede retribuições
E outras circunferências
Aqui escreve-se o que se pensa
Na mais livre independência


Aos que aqui
Continuam vindo
Acredito que na sua essência
Reconheçam as minhas
Pessoais perspectivas
As minhas observações
Interpretações e diferenças
E assim recebam aqui
O meu cumprimento
E o meu aceno de respeito


Quanto aos outros
Cuja medida assenta
Como uma luva
E assim se reviram
No reflexo do espelho
Aqui saibam
Continuem vindo se quiserem
Mas não fazem falta não
Este é um espaço pessoal
Onde a expressão é multifocal
E totalmente livre

As minhas desculpas
Se algum desapontamento
Em uns tantos da carneirada
Eu causei


Mas aqui não há lugar
A hipocrisia não
Aqui fala-se verdade
Na coragem
Na determinação


Assim será sempre


Enquanto houver


Coerência e energia


Na batida


Do Meu Coração …











quinta-feira, 9 de abril de 2009

Dedo na ferida ...


Poesia
Prosa simples
Ou prosa poética
Com magia
Arte de elevar o espírito
O dom de fazer sonhar
Deliciando o coração de outrem
Claro que faz bem
E faz falta
Pois tudo isso é aconchegante
E muito importante também


Mas
Para alem de tudo isso
É deveras importante
Pôr o dedo na ferida
Tocar em temas sensíveis
Muitas vezes inconvenientes
Mas como tal
Por vezes
Muito pertinentes
Para agitar o circo
Sugerindo assim
Alguma eventual
Interior reflexão
De quaisquer mentes


Acredito
Na empatia
Acredito na simpatia
Que se gera
Neste carrossel da blogosfera
Pois também a vivo
Também a troco
E também a sinto
Mas até aí
Está tudo bem
Está tudo certo


Mas espanta-me
O que por vezes vejo
Nesta desmedida hipocrisia
Onde entre os comentadores
Se trocam palavras
De sincera amizade
E muitas vezes
De verdadeiro Amor


Eu pergunto
Será mesmo ???


Será possível
Falando em verdadeira Amizade
Nutrir por alguém
Que nunca se viu
Que nunca se esteve
Que nunca partilhou
Onde não se conhecem
As suas virtudes
E seus inevitáveis defeitos
Nem se partilhou
Espaços de convívio real
Falar-se em profunda amizade
Só porque se trocam
Simpáticos comentários
Nos seus mútuos espaços ?


Jamais poderei acreditar
Nessa total ausência de verdade

Pois
Se a Verdadeira Amizade existe
Ela faz-se
Ela constrói-se
No convívio da vida real
Da verdadeira e real partilha
Na cumplicidade cimentada
Pela orgânica mesclada do tempo


Ainda me espanta mais
Quando se evoca
O sentimento do Amor
Numa completa hipocrisia
Como se fosse possível
Amar-se verdadeiramente alguém
Alguém que nunca se viu
Que nunca se esteve
Que nunca partilhou
Uma única realidade
Na alegria
Na tristeza
No desgaste do dia a dia
Na essência real
Da pura convivência


Quando se sabe
Que neste carrossel da blogo
É já desde sempre
Generalizado costume
Mostrar só
O lado melhor
Que cada um eventualmente tem
Para nunca ficar mal
Na mensagem
Na imagem
Que é importante
E se pretende assim
Na hipocrisia
Nos outros criar


Sem dúvida
É necessário
Pôr o dedo na ferida
Mesmo que
Esta seja dura
E inconveniente
Mas de facto
Cada vez mais
É por demais pertinente


Agitar

Esta tremenda


E global



Generalizada hipocrisia ….










quarta-feira, 8 de abril de 2009

Infinitamente Não !


Sabendo que a fantasia
É doce e louca
Por mais que qualquer
Insistente mania
Seja brilhante
Intensa
Ou pobre e fosca
Tudo se resume
Na vontade
Que por vezes
Me sufoca
E no sabor de paladares
Que me fazem
Água na boca


Tudo no real dos factos
Pois pouco ou nada
Me dizem a maioria
Dos estéreis virtuais actos
Mas entendo o vazio
Da solidão
Que trás a fome
Que arrasta consigo
A Ficção
Que reflecte a Projecção
Fruto da Intenção
Que não tem sequer
Um nome


Engana-se o pão
Que se pensa comer
Com o coração
Engana-se o próximo
Na certeza subjectiva
Que se pratica
Uma boa intenção
Expõe-se a palavra
Tentando-se por ventura a sedução
Como se declama
Uma inventada oração



Realidade
Mil vezes Sim
Virtual
Engenho do engano
Infinitamente Não


Esta fenomenal ferramenta
Pode servir
Para mais sabedoria
Em evolução
Mais cultura
Em construção
Crescimento imparável
Em pura aquisição


Realidade
Olhos nos olhos
Realidade
Transparência
Realidade
Coragem
Realidade
Relação


Mil vezes Sim


Virtual
Engenho utilizado
Na dissimulação


Infinitamente
NÃO !










segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cada vez mais ...


Cada vez mais
Fortificar a minha ilha

Cada vez mais
Proteger o meu clã

Cada vez mais
Fortalecer os laços
Que nos unem
Nos momentos
Que juntos desfrutamos
Em qualquer dia
Em qualquer noite
Ou numa qualquer
Preguiçosa manhã


Cada vez mais
Desfrutar a companhia
Do meu companheiro
Meu Amigo
De tantas caminhadas
Meu velho cão


Cada vez mais
Distanciar-me
Da sociedade humana
Podre e mesquinha
Onde existem coisas
Que circundam a minha vida
E que estão
Simplesmente a mais


Cada vez mais
Sempre que for necessário
Fazer ver
A estes vermes nojentos
Que tanto por aí deambulam
Em todos os cantos e lugares
A independência e a força
De outros Sinais


Cada vez mais
É preciso estar atento
A todos esses sintomas
Que lhes vai no âmago
Pois nunca aprenderam
Outra coisa
Pois suas vidas circulam
Entre a merda e o nada


Contaminando
Cada vez mais


Em cada canto
Em cada lugar



Muitos outros


Mortais ….















sábado, 4 de abril de 2009

Sagrada Ousadia ...







Existem factos
Que por vezes acontecem
Na nossa vida
E que numa frágil linha
Sem nos darmos conta
Nos colocam
Entre a vida e a morte


Nesses momentos
Cuja consciência
Do que nos acontece
Por vezes não temos
Somos como que
Protegidos
Segurados por algo
Que nesses delicados
E fatais momentos
Nos envolve
E na invisibilidade nos guia


Quando na vida
Nos confrontamos
Com um destino benevolente
Dessa sagrada ousadia
Tomamos conhecimento
De que algo
Não por acaso
Ou por um qualquer desprendimento
Mas sim com
A leveza de uma mão
Sulcou as curvas
De um frágil tempo
E assim descortinou
Horizontes
Que se captam no perfume
De um outro vento


Neste elixir do sagrado
Que inalo o vapor
Da minha alma
Deixo-me no vazio
Que enche o meu olhar
Vergo-me assim
Respeitosamente
Perante a beleza do mar
E acredito cada vez mais
Em sinais e movimentos
Que flutuam no ar


Sou um grão de areia
Neste imenso areal
Sabendo que cada grão
Terá sempre o seu historial
Mas o que eu sinto
São pedaços e filamentos
Que traçam as malhas
Deste meu
Simples e complexo
Tecido pessoal


Na distancia curta
Que determina
O marco referencial

Reconheço a magia
E a força invisível
Que se sublima
No momento crucial


Em que
O verdadeiro Milagre


Se revela sempre

Equacionando o Bem

De uma forma



Única e Especial ….












quarta-feira, 1 de abril de 2009

Os Meus Mundos ...






Nestes dias
Da minha ausência
Em que estive
De certa forma distante
Deste meu lugar
Mergulhado estive
Em outros palcos
Por onde derivam
Os meus mundos


Nestes dias em que
O racional e a lógica
Estiveram
Maioritariamente presentes
Não me foi possível desfrutar
Dos meus preciosos
E mágicos momentos


Momentos esses
Onde repouso
Vagas dos meus silêncios
Onde desço aos calabouços
Mais profundos
Do meu Ser
E retiro assim
Substancias e cristais
E outras coisas mais
Conteúdos estrelares
Que em mim existem


Neste pedaço de ciclo
De fim deste dia
Onde já se sentem
Alguns movimentos
De pequenas brisas
Que chegam
Com o perfume da noite
Reciclo substratos residuais
Do racional e da lógica
E transformo-os
Em objectos ilusórios
Que complementam o quadro
Desta minha perspectiva
Intima e pedagógica


Aqui neste meu lugar
Faço a ponte
Entre essa essência
Que é substancia minha
E outros palcos
Onde desfilam especificidades
Que caracterizam simbioses
Na multiplicidade diversa
De que são feitos
Estes meus mundos


Assim neste
Meu pequeno lugar
Encontro
Na maioria das vezes
A linha ténue do equilíbrio
Que separa
A vastidão deste meu
Profundo e submerso mar
E a superfície das ilhas
Que na rotina de todos os dias
A sobrevivência me chama
E a elas irremediávelmente
Me obriga a voltar


Sou por isso
Um homem

Em busca de algo

Consistente
Pleno
E fundamental

Que nestas
Idas e vindas

Me faça
Cada vez mais

Opostos dos meus mundos

Conciliar


E acima de tudo


O Meu Espírito

Serenar ….