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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Incógnita das Coisas ....







Se é verdade que nunca sabemos
O que está
Em cada esquina da vida
É verdade também que ultimamente
Em cada viragem
Cruzo-me com
A inclinação do abismo
Numa quase predestinada monção
Onde todos os tons são possíveis
Criando tópicos
Da mais louca imaginação
Ao mais injusto e devastador
Dos pólipos da emoção



Nesta encruzilhada
De uma realidade sem contemplações
Em que os passos por vezes pesam
Sulcando o chão já gasto
Formam-se assim
Pequenas crateras
Relevos da entropia dos elementos



Quero acreditar que
Por detrás da névoa
Existam dignas razões
Benesses de algumas provações
Que desgastam tão fundo
Este magma já sem nome
De algumas colorações



Mas se a intempérie é agreste
As bases e a estrutura sofrem
E no ranger dos seus tormentos
Fertilizam novas sementes
Que aligeiram
Pedaços de um corpo e espírito
Cujas zonas
Se encontram dormentes



A incógnita das coisas
Provoca por vezes
Amargos momentos
A incógnita das coisas
Pode também
Fazer acontecer



Grandiosos



Dignos
E tão raros





Sentimentos …..















domingo, 4 de julho de 2010

Vibrações Simples ....







Neste tempo recente
As motivações
Têm sido outras
Em novos universos
Novas incursões
Condição de aqui
Ter estado ausente



A caminhada continua
Entre o prazer agridoce
Da fantasia
E a realidade permanente
Fria e quente
Despindo-se de magia
Na passerelle de cada dia
Mostrando-se crua



Tento situar-me
Nas coordenadas do equilíbrio
Agarrando cada fio
Que se desprende da sintonia
Porque é assim
Que a vida corre
Na sua melodia
Na volta e reviravolta
Procuro por sinais
Neste labirinto
De ramagem bravia



Persisto na esperança


Espero por vibrações simples



E por noites
De lua cheia




Que nos tragam




A tal Magia ….












domingo, 20 de junho de 2010

Purgando a Realidade ....







Há momentos
Em que o silencio
Vale mais
Que todas as palavras
Sejam elas
Parcas ou inteiras


Há momentos
Em que
O silencio que nos invade
É a aragem mais pura
Que extraímos do vento
E a corda robusta e segura
Que se agarra
Na corrente tempestiva
Da insatisfação e do desalento



O silencio
É esse Amigo presente
Da mais intima verdade
É o espaço envolvente
Que se relaciona com o Ser
Purgando a realidade



Aí se descobrem
Pedaços soltos
Peças perdidas
Curvas apertadas
Velhos passeios
E outras calçadas
Onde na espiral dos dias
Se tentam encontrar
Possíveis sentidos


Em etapas sensíveis
Na convulsão do contraditório
As palavras podem ser rastilho
Cogumelos envenenados
Estilhaços colaterais
De motivações sem brilho


Na reflexão
Pede-se a contemplação

Respiração necessária

Na revitalização

Do corpo e da alma



Para tudo isso


Só mesmo



No espaço interior






Puro de Silencio ….










sábado, 12 de junho de 2010

Luzes Fugidias ...







Não sei como têm sido
Todos estes dias
Nem sei como
Tenho eu resistido
Às vertigens
Dos abismos provocados
Pelos raios
Dos meus pensamentos
Cujas luzes são tão fugidias



Encontro-me
Num lugar
Cujo nome desconhecia
Encontro-me
A caminho de qualquer coisa
Ignorando por completo
O relevo e o tempo
Desta travessia



Hoje
Deixo-me ficar
Na expectativa
Aguardando por algo
Talvez sagrado ou superior
Ou então algo
Que inunde por completo
Este meu espaço interior



Hoje
Vivo entre a nascente
E o rio que segue
Rumo ao poente
Hoje
Por mais que pense
Nunca sei
O que se esconde
No dia a dia
No seu ritmo
Irreversível e cadente



Hoje
Só sei que

Existem desígnios


Escritos no tempo


Acontecimentos
Letras
Sinais e símbolos



Talvez
Guardados há muito




E prontos a eclodir






Em Vários Domínios ….












domingo, 6 de junho de 2010

Um Lugar ...







Nesta etapa da nossa vida
Neste rumo
Cujo sentido não tem volta
Sendo ele só de ida
Quero aniquilar os fantasmas
Exterminar os demónios


Quero um lugar
No camarote da tranquilidade
Quero desfilar
Na passadeira da serenidade
Quero somente um lugar
Onde possa
Deliciosamente provar
Os condimentos possíveis
Que compõem
A minha felicidade



Nesta etapa
Onde tudo se renova
Onde tudo
Se põe à prova


Eu só quero
Sentir a sensação
Da glória da predestinação
Ao viver este enlace
Acreditando ser algo único
Fruto de merecimento e eleição



É assim que eu vejo
Os tons da realidade


Os contornos de qualquer verdade



A força da sincronicidade




E a essência digna




Da Verdadeira Singularidade ….




















sábado, 29 de maio de 2010

Sombras Viajantes ...







Há dias
Em que
quase tudo simplifico

Há dias em que
Algo do que percepciono
Complico


Há dias
Em que me confronto
Com a ideia do fim
Sem que qualquer sintoma
Ou fantasma do medo
Venha ao encontro de mim


Surpreendo-me
Comigo mesmo
Pois como pode alguém
Distanciar-se do mundo
Não se preocupando
Com qualquer festim


Há dias
Em que sou a eficiência
Profissional eficaz
Homem decidido
Que vagueia naquele universo
Onde não existe qualquer paz



Há dias que
Perante as condicionantes
Valorizo
Meus refúgios circundantes
Próprios dos homens
Cujos espíritos e almas
São como sombras viajantes



Há dias
Em que há coisas
Que ultrapasso e não desisto
Que perante tudo
Com a coragem e determinação
Continuo e persisto


Há dias

Em que tenho a consciência

Que um dia

Talvez chegue o tal momento


Em que


Seja mais forte do que imagino


E aí


Sem querer



Sem ter forças para mais


Talvez eu não resisto ….

















sábado, 22 de maio de 2010

Sempre na Realidade ...










As palavras estão nas imagens


A essência e a verdade


Estão sempre na realidade


Não nas miragens


Apesar da beleza

Das mais belas paisagens ....