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sábado, 25 de fevereiro de 2012

5 Anos de Reflexos e Sinais da Minha Alma ...



Há poucos dias atrás , O Reflexos e Sinais da Alma completou 5 anos de idade .
Ainda recordo o dia em que o primeiro Sinal deu o seu primeiro passo ,
na emoção dos primeiros posts , na expectativa dos primeiros comentários ,
na ilusão e na inocência de quem aqui chega e espera o melhor deste mundo virtual .

Cinco anos passados , e este “menino” que ousou transpor para esta tela
os seus mais recônditos sentimentos e pensamentos , que não são mais que os meus
Reflexos e Sinais da Alma, e apesar de manter viva a chama da minha Crença
nos Valores essenciais , fui-me transformando, e hoje estou diferente , diria que
muito mais realista e muito mais incisivo nos olhares que projecto e do que capto
em meu redor …

No entanto é através da Escrita , neste registo de prosa e de poesia que aqui tenho estado ,
numa toada não tão frequente como nos primeiros anos , mas sempre numa atitude livre
expressando estes meus olhares …

Quero Agradecer aos milhares e milhares de visitantes , a todos aqueles Especiais e Singulares Viajantes do Universo , Amantes das Palavras escritas , imaginadas , pensadas e ditas , e que procuram nelas o espelho e as emoções que também pigmentam as suas Vidas …. e que continuam como sempre por aqui passando , numa demonstração clara de cumplicidade, partilha e de interesse, que este meu pequeno e humilde Lugar de expressão Intimista e pessoal, para vós representa …

Aqui continuarei , expressando os meus Reflexos e Sinais da Minha Alma , nunca á procura de aplausos , pois entendo que esses representam pouco , pois têm tanto de vago como
de efémero ….

O que eu busco e procuro , está na matriz e na essência das cores , com que dou cor ao que flui
Da minha Alma , das minhas emoções e dos meus pensamentos …. E esses pensamentos são meus , são íntimos e independentes , curtidos na combustão natural das minhas inquietações , e apurados no forno dos meus Sonhos e das minha desilusões ….



Obrigado e Um Grande Bem Haja a todos !

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

É esse rasgo ....




Nesta encruzilhada dos dias
Por vezes paro
E sento-me na escada do tempo
Pausadamente contemplo
As imagens que vagueiam
Nas divisões
Desse templo


Na verdade
Sem esquecer as perdas
Durante o percurso
Deste sinuoso Caminho
Não deixo de sentir a força
Que chega daquela Luz
Que entra pela frecha
Naquele cantinho


Nada mais sou
Que este pedaço premente
Uma poeira permanente
Que flutua suavemente
Na distancia
Na orla circundante
Onde se misturam
O ausente e o presente


É o rasgo
Que desce desse cantinho
Que ilumina a cada dia
Que me constrói e me guia
Nesta viagem
Ao longo deste rio
Sem margem


É a noção
É a poção
É esta silenciosa premonição
É este som multifacetado
Parecido com o mar
Cuja melodia
Tem laivos de oração


É o Amor
É a Dor
É a fortaleza
Construída pelo tempo
É o pesado portão
Gasto pelas dúvidas
Gasto pelo vento
Foi ficando transparente
E perdeu a sua cor


É a solidez
É a convicção
É a interna determinação
Talvez fosse essa
A verdadeira vocação


Talvez um dia
Eu alcance

O esplendor


Dessa verdadeira imensidão …

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Queria Eu ...




Nestas vagas
Que vêm e vão
Numa mescla
De contraditórios sentidos
Entre a presença
De qualquer coisa
E a vontade que resta
Que se escoa por vezes
Em ecos de silêncio


Estes fluxos
Que desaguam
E questionam todos os elos
Enrolados pelo tempo

Estes refluxos
Que emergem
Num quadro cuja moldura
Se torna mais frágil
A cada sopro

Tudo isto é complexo
Mas tudo faz nexo
Sabemos as causas
Sabemos das pausas
Sabemos os motivos
Todos factos nocivos

Queria eu ser dono
Da ilha do meu destino
Queria eu por vezes
Ter um pensamento
De menino
Onde o mundo fosse fantasia
Meus saltos
Meus voos
Bafejados só por magia


Mas não
Sou homem
Numa estrada deserta
Procurando elementos
Essências e condimentos
Temperos raros
Combinando extractos e resinas



Em busca
De algumas alquimias …..

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mundo Meu ...




Na retaguarda
Que circunda o invólucro
Dos meus pensamentos
Estão vontades
Ideias
Fios aleatórios
Montanhas e neblinas
Sombras
Contrastes
Luzes e claridades
Que raiam
Por fictícias clarabóias

Na malha
Que envolve e aquece
A corrente
Dos meus sentimentos
Estão nuvens e horizontes
Que eu alcanço
Sempre que aconchego
Na pequena casa do meu mundo
Momentos únicos e irreversíveis
Que eu quero e guardo
E que jamais esquecerei


Hoje
Cada vez mais
As coisas têm outro sentido
Cada vez mais
Eu vou estando munido
De mais peças
Que compõem
Aquele equipamento fotográfico interno
Que fotografa
Regista
Arquiva e decalca
No sedimento mole da minha Alma
Cada pedaço
Cada traço
Cada ínfimo elemento
No seu mais cuidadoso detalhe
Cada um desses Momentos
Que já são
Nesta pequena casa do meu Mundo


Os meus Sinais
As minhas Referências


E os Meus Maiores Monumentos …

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Miraculosas ....



Por vezes
Esbarro com uma Palavra
Que por algum motivo
Me deixa parado nela

Na composição dos seus significados
Na decomposição
Das suas teias e emaranhados
Vou descobrindo as paisagens
Que a tornam tão especial
E por isso tão bela

Por vezes
Esbarro com uma frase
Cuja força me invade
Ultrapassando
Fronteiras e limites

Neste vai e vem
De paragens
Ritmos e velocidades
Existem estas Palavras e Frases
Pulverizadas
De poções mágicas

Cumprindo suas missões
Como se fossem
Suas obrigações

Adubam
Sedimentam e alimentam
De forma miraculosa
As mais longínquas


E desamparadas regiões ….




sábado, 10 de dezembro de 2011



Quando eu pensei
Que esta dor
Poderia desaparecer
Eu então
Comecei a escrever

No correr do tempo
Eu vi
Que me menti
Sem sequer
Eu mesmo saber

Mas é neste acto
Que muitas vezes
Eu encontro
Reconstruo
Pedaços quebrados
Mas verdadeiros
Do meu Ser

É nesse acto puro
De construção e reflexão
Que eu hoje
Melhor entendo
A proximidade e a distancia
Que me coloco
Nesta acção
E nesta forma
Muito minha

Simples de viver ….

domingo, 27 de novembro de 2011

Lugar de Tudo ...



Um longo silêncio
Mas este não é um silêncio qualquer
Este suave e adocicado silêncio
Uma viagem simples
Ao espelho de água
Em que uma pequena e ténue ondulação
É fruto merecedor de um olhar
De uma pausada
Atenta e tranquila observação

É um longo silêncio sim
Capítulo de um novo livro
Onde se misturam
Símbolos e letras
Cores e emoções
De novas realidades
Espaços onde se organizam novas frases
Embriões cúmplices em crescimento
Que invadem os recantos e labirintos da Alma
Apaziguam os tormentos e os ventos
E estabelecem os acordos para
As tão necessárias pazes

Sacro este silêncio
Plenitude
Lugar de tudo
Onde todos os sons se convertem
Sendo raras as tonalidades que se perdem
Onde nenhum dos Pensamentos é mudo
Lugar puro de isenção
É somente o prolongar do momento
Não existe hora ou minuto
Foz de um sereno rio
Onde os ruídos corrosivos do exterior
Se diluem e desaparecem
E assim se comprometem

Viagem
Neste mar de silêncio
Proclamação ancestral
Fonte de toda a Sabedoria
Oceano infinito
De águas calmas e tranquilas
Oceano profundo
Para onde mergulham inquietações
Dúvidas e talvez algumas incongruências
Mas de onde brotam e emergem Essências
Reflexos espelhados de evolução e de luz
Cuja assimilação sequencia
Consciência
Determinação
E uma subtil energia


Neste lugar
Tudo promove a sintonia
O reconhecimento chega
De uma forma mais concreta
A aceitação desflora
De uma forma mais aberta
E todos os múltiplos sentidos
Interagem
Deixando que a contemplação aconteça

De uma forma surpreendente e progressiva

E também
Muito Mais Alerta ….