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domingo, 4 de março de 2012

Estação da Vida ....




Quando nascemos , damos início ao primeiro sopro da viagem na locomotiva das nossas vidas.

Ao longo da nossa infância passamos por vários apeadeiros , até chegarmos às Estações de referência , como são aquelas datas em que completamos os 15 anos de idade que marcam a saída de um período iniciático, para o início de uma etapa onde a incursão das referências adultas se vão cruzando cada vez mais no nosso universo … depois vêm os 18 anos , os 25 anos , os 30 e por aí em diante …

Hoje , acabo de estacionar a locomotiva da minha Viagem, numa das maiores Estações de Referência da Vida , pois esta Estação encontra-se sensivelmente a meio da viagem ,num local cujas coordenadas indicam que é o local certo para todas as paragens , e o local indicado para todas as necessárias reflexões, e para o balanço das mais importantes aprendizagens.


No edifício desta Estação da Vida , cujos azulejos têm uma coloração azulada, e onde encontro neles as gravuras, as paisagens e roteiros, as fachadas e apeadeiros , as aventuras e desventuras , as conquistas ,as glórias e derrotas , os momentos tristes , os dias de vitórias e os dias de felicidade vividos até hoje, encontro também as maiores lições apreendidas , as imagens , as frases escritas , os Pensamentos e as ideias , que ao longo desta caminhada foram construindo as referências e as minhas sólidas convicções.

Numa outra área mais restrita desta Estação, encontro um corredor que me leva a uma zona mais privada e mais íntima , aí encontro os bens mais preciosos , os meus maiores tesouros ,
as Pessoas que são a razão total e completa da minha luta diária, das minhas preocupações , das minhas Alegrias, da minha Felicidade e da minha Existência.

Mas já está na hora de regressar à locomotiva , pois a Viagem não pára e a luta persiste e continua , num roteiro que neste momento presente e futuro , tentarei que seja cada vez mais sábio ,tentando agilizar as prioridades , contornando de forma mais sensata possível, as arestas cortantes e as limalhas abrasivas das dificuldades.

Antes de ligar a ignição da locomotiva dando seguimento à Viagem , não posso deixar de dizer que cheguei a esta Estação de forma Abençoada e totalmente Agradecida , e Agradeço aos Deuses e aos Mensageiros do Universo, pela Protecção de que sempre fui alvo.

A minha Gratidão está aqui ,
e estará sempre nos meus mais solitários Pensamentos …

sábado, 25 de fevereiro de 2012

5 Anos de Reflexos e Sinais da Minha Alma ...



Há poucos dias atrás , O Reflexos e Sinais da Alma completou 5 anos de idade .
Ainda recordo o dia em que o primeiro Sinal deu o seu primeiro passo ,
na emoção dos primeiros posts , na expectativa dos primeiros comentários ,
na ilusão e na inocência de quem aqui chega e espera o melhor deste mundo virtual .

Cinco anos passados , e este “menino” que ousou transpor para esta tela
os seus mais recônditos sentimentos e pensamentos , que não são mais que os meus
Reflexos e Sinais da Alma, e apesar de manter viva a chama da minha Crença
nos Valores essenciais , fui-me transformando, e hoje estou diferente , diria que
muito mais realista e muito mais incisivo nos olhares que projecto e do que capto
em meu redor …

No entanto é através da Escrita , neste registo de prosa e de poesia que aqui tenho estado ,
numa toada não tão frequente como nos primeiros anos , mas sempre numa atitude livre
expressando estes meus olhares …

Quero Agradecer aos milhares e milhares de visitantes , a todos aqueles Especiais e Singulares Viajantes do Universo , Amantes das Palavras escritas , imaginadas , pensadas e ditas , e que procuram nelas o espelho e as emoções que também pigmentam as suas Vidas …. e que continuam como sempre por aqui passando , numa demonstração clara de cumplicidade, partilha e de interesse, que este meu pequeno e humilde Lugar de expressão Intimista e pessoal, para vós representa …

Aqui continuarei , expressando os meus Reflexos e Sinais da Minha Alma , nunca á procura de aplausos , pois entendo que esses representam pouco , pois têm tanto de vago como
de efémero ….

O que eu busco e procuro , está na matriz e na essência das cores , com que dou cor ao que flui
Da minha Alma , das minhas emoções e dos meus pensamentos …. E esses pensamentos são meus , são íntimos e independentes , curtidos na combustão natural das minhas inquietações , e apurados no forno dos meus Sonhos e das minha desilusões ….



Obrigado e Um Grande Bem Haja a todos !

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

É esse rasgo ....




Nesta encruzilhada dos dias
Por vezes paro
E sento-me na escada do tempo
Pausadamente contemplo
As imagens que vagueiam
Nas divisões
Desse templo


Na verdade
Sem esquecer as perdas
Durante o percurso
Deste sinuoso Caminho
Não deixo de sentir a força
Que chega daquela Luz
Que entra pela frecha
Naquele cantinho


Nada mais sou
Que este pedaço premente
Uma poeira permanente
Que flutua suavemente
Na distancia
Na orla circundante
Onde se misturam
O ausente e o presente


É o rasgo
Que desce desse cantinho
Que ilumina a cada dia
Que me constrói e me guia
Nesta viagem
Ao longo deste rio
Sem margem


É a noção
É a poção
É esta silenciosa premonição
É este som multifacetado
Parecido com o mar
Cuja melodia
Tem laivos de oração


É o Amor
É a Dor
É a fortaleza
Construída pelo tempo
É o pesado portão
Gasto pelas dúvidas
Gasto pelo vento
Foi ficando transparente
E perdeu a sua cor


É a solidez
É a convicção
É a interna determinação
Talvez fosse essa
A verdadeira vocação


Talvez um dia
Eu alcance

O esplendor


Dessa verdadeira imensidão …

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Queria Eu ...




Nestas vagas
Que vêm e vão
Numa mescla
De contraditórios sentidos
Entre a presença
De qualquer coisa
E a vontade que resta
Que se escoa por vezes
Em ecos de silêncio


Estes fluxos
Que desaguam
E questionam todos os elos
Enrolados pelo tempo

Estes refluxos
Que emergem
Num quadro cuja moldura
Se torna mais frágil
A cada sopro

Tudo isto é complexo
Mas tudo faz nexo
Sabemos as causas
Sabemos das pausas
Sabemos os motivos
Todos factos nocivos

Queria eu ser dono
Da ilha do meu destino
Queria eu por vezes
Ter um pensamento
De menino
Onde o mundo fosse fantasia
Meus saltos
Meus voos
Bafejados só por magia


Mas não
Sou homem
Numa estrada deserta
Procurando elementos
Essências e condimentos
Temperos raros
Combinando extractos e resinas



Em busca
De algumas alquimias …..

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mundo Meu ...




Na retaguarda
Que circunda o invólucro
Dos meus pensamentos
Estão vontades
Ideias
Fios aleatórios
Montanhas e neblinas
Sombras
Contrastes
Luzes e claridades
Que raiam
Por fictícias clarabóias

Na malha
Que envolve e aquece
A corrente
Dos meus sentimentos
Estão nuvens e horizontes
Que eu alcanço
Sempre que aconchego
Na pequena casa do meu mundo
Momentos únicos e irreversíveis
Que eu quero e guardo
E que jamais esquecerei


Hoje
Cada vez mais
As coisas têm outro sentido
Cada vez mais
Eu vou estando munido
De mais peças
Que compõem
Aquele equipamento fotográfico interno
Que fotografa
Regista
Arquiva e decalca
No sedimento mole da minha Alma
Cada pedaço
Cada traço
Cada ínfimo elemento
No seu mais cuidadoso detalhe
Cada um desses Momentos
Que já são
Nesta pequena casa do meu Mundo


Os meus Sinais
As minhas Referências


E os Meus Maiores Monumentos …

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Miraculosas ....



Por vezes
Esbarro com uma Palavra
Que por algum motivo
Me deixa parado nela

Na composição dos seus significados
Na decomposição
Das suas teias e emaranhados
Vou descobrindo as paisagens
Que a tornam tão especial
E por isso tão bela

Por vezes
Esbarro com uma frase
Cuja força me invade
Ultrapassando
Fronteiras e limites

Neste vai e vem
De paragens
Ritmos e velocidades
Existem estas Palavras e Frases
Pulverizadas
De poções mágicas

Cumprindo suas missões
Como se fossem
Suas obrigações

Adubam
Sedimentam e alimentam
De forma miraculosa
As mais longínquas


E desamparadas regiões ….




sábado, 10 de dezembro de 2011



Quando eu pensei
Que esta dor
Poderia desaparecer
Eu então
Comecei a escrever

No correr do tempo
Eu vi
Que me menti
Sem sequer
Eu mesmo saber

Mas é neste acto
Que muitas vezes
Eu encontro
Reconstruo
Pedaços quebrados
Mas verdadeiros
Do meu Ser

É nesse acto puro
De construção e reflexão
Que eu hoje
Melhor entendo
A proximidade e a distancia
Que me coloco
Nesta acção
E nesta forma
Muito minha

Simples de viver ….