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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Esse Olhar ....


Perante esse olhar
Não há como não deixar
Uma carícia terna
Num movimento lento
Ou em forma de sorriso


Imaginar pausadamente
Gestos sedutores
Que chegam a seguir
Na curva ascendente
De uma longa tertúlia
Em que me deixo perseguir


Perante esse olhar
Resta-me
Segurar o momento
Como se este fosse
Uma estrela longínqua
Que Me chama no silencio
E que chega levemente
No fluxo do firmamento


Assim
Deixo-Me ficar
À mercê
Das loucuras
Dos desejos
Que queimam amarguras
Que traçam bravuras

Despoletando
Sinuosamente

Vontades
Saborosamente impuras

Que a simbiose
Transforma


Em vagas



Deliciosamente

Puras ….








Luis Sousa

domingo, 17 de agosto de 2008

O Afago dos Deuses ....


Dois caminhos
Dois trilhos em união
Que podem significar
Infinitos segmentos
Ou tão Simplesmente
Se podem resumir
Ao entrelaçar de duas vidas


Não é o acaso
É sim
O afago dos Deuses
Na escolha dos gestos
Que lançam os códigos
Que decifram os resultados


São elementos que compõem
As leis dos complementos
São gritos
São vozes em silencio
Que se transformam nos sentidos
Das bases dos fundamentos


São Energias singulares
Almas pendulares
Que se cruzam
Num momento cristalizado
Que o destino ditou
Como verdadeiro potencial
De um impulso renovado


Dois Caminhos que se unem
Duas vontades que se fundem
Dois Seres em busca de uma Vida
De confortos que alimentam a Alma
De partilhas genuínas
De Amor sempre presente
De gestos coroados de cumplicidades
Há muito contempladas


Dois trilhos

Duas Almas

Que se entregam
Num só Caminho


Duas Vidas
Que se Abraçam

Numa só Vontade

Numa só Verdade


Que é
Conquistar Sempre

Com Dedicação
Com Determinação



Os Valores Únicos




De Um Só

Destino …..











Luis Sousa

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tranquilidade Soberana ....


Sagrada solidão
Tranquilidade pura
Em soberba ascensão
O Encontro sacro
Entre a Alma e a imensidão
Do que julgo ser
A perfeita fusão



Natureza
Mãe Realeza
Ar que respira
Pureza que se transpira
Em cada som se encontra
O Sagrado
A Magia
A pura Alquimia



Sagrada solidão
A maior e a mais pequena
Essência da Razão
Corpo
Espírito
Alma
Tranquilidade soberana
Verdade que
Serenamente se entranha
constatação
Que jamais engana


Mother Nature
Existência
De inspiração
Lugares de Anjos
Cavaleiros e Arcanjos
Sinais invisíveis
Que se transformam
Em sons audíveis



A contemplação pura
Que nos chega e nos diz
Que existe uma dimensão
Muito para além
Dos cinco sentidos


Galáxia ténue
De poeira fina

Onde os Olhares
São calmos e tranquilos

Onde acontecem
Fenómenos Indescritíveis


Que superiormente
Nos dizem


Existem Lugares


Onde



Não há

Impossíveis ….










Luis Sousa

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Algo Acontece ....


Em cada degrau conquistado
Um grão de luz
Preciosamente guardado
Em cada facto registado
Um sinal que surge
Nobremente codificado


Não há que duvidar
Tudo o que acontece
Tem rumor a prece
E os gestos revelam
Sintomas profundos
Mananciais
Caracteres de submundos


Se praticas o Bem
Chegam afagos incógnitos
Verdadeiros eloquentes
Residentes do além

Se iludes o Bem
Com entranhas simuladas

Crias vias marcadas
Que quando
Por certas forças apoderadas
Jamais se sabe o alcance
Das sequencias destroçadas


Em cada degrau
Existe um vento
Que movimenta a nau
Nunca se sabe
A duração desse tempo
Que move essa força
Em ritmo cadente
Por vezes
Penosamente lento


Só se sabe
Se a intenção
For a profunda essência
Da verdadeira razão
Uma razão para além do visual
Original
Vertical
Colossal
Força incondicional
Imensamente independente
Cujo lume
Vive brando e quente


Nunca duvides que
O que acontece
Em cada momento
Tem o seu tempo
Se vives cada acto consciente
Se sabes que
O significado de cada acto
Emerge sempre
Em qualquer espaço
Á superfície do Tempo
Tem a noção clara
Que o que faz girar a roda
É algo subtil
Uma Magia rara
Que por vezes

Algo acontece

E ela

Essa
Implacável

Sacro
Energia


Irreversivelmente

Sem aviso prévio


Simplesmente



Dispara …..










Luis Sousa

O Segredo da Descolagem ....


Em cada olhar registado
Fica a beleza
De um lugar quase esquecido
Memoria de um brilho retido
Num desejo contido
Perante o avanço da historia
Ficou um laço sem nó
Cujo eco soou
A um grito sofrido



Só quem bebeu
O sabor pleno do Bem
O sabor acre do mal
Guarda religiosamente
O sabor doce do mel
Só quem descobriu
O vicio dos sabores proibidos
Visitou trilhos com feitiços
Comungou viagens perdidas
Guardou em si sempre
A penumbra dos céus
Cujas rotas
Não tinham destino



Entre a febre da viagem
E a vertigem da travagem
Encontra-se
O segredo da descolagem
Que se capta no momento
De cada triagem



Hoje
Não digo mais nada
Deixo as palavras ecoarem
Viverem
Respirarem
Absorverem
A energia emancipada
A Força insolvente
De uma forma aglutinada

De uma vontade

Sem freio

Declarada


Que jamais poderá ser




Subestimada ….









Luis Sousa

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

São Milagres senhor



Evocam-se Sinais
Chegam Mensageiros
Na neblina perfumada
De madrugadas caladas
Aconchegam-se com ternura
Almas inocentes
Áureas necessitadas



Bem-vindos
Solidários Caminhantes
Que chegam
De lugares sagrados
Envoltos em brumas
Que guardam
Singulares magistérios



Peregrinos
Parecem solitários
Desfraldam bandeiras
Nunca estão sozinhos
Enunciam
Simples gestos
Orações substanciais
Sabiamente iniciam
Movimentos precursores



São Milagres senhor
Eles acontecem
Em cenários
Longe de qualquer pudor
Onde o horizonte se funde
Com o Universo imenso
Emitindo ondas
De perfeito esplendor



Cada passo
Cada pedra na calçada
São impressões
De cursos de rios
Que deixaram de existir
Em muitos corações



São Milagres senhor
São gritos
São escritos
São ecos de uivos
De lobos proscritos
Vozes de sábios
Que registam rotas
De águias e gaivotas
Antes dos homens navegarem
Com o suporte e a ajuda
De úteis artefactos
Chamados astrolábios



Mensageiros
Solitários
Peregrinos de sempre
De ontem
De hoje
E do antigamente
Contemplam pigmentos
Que descodificam
Os sabores da brisa
Que chegam em cada vento

Tranquilamente
Reúnem Sinais

Sinais
Verdadeiros

Referências
Essenciais


E agem
Simplesmente


No espreguiçar


Do

Nosso
Tempo ….







Luis Sousa

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Na Vertigem ....


Olho nos teus olhos
E sinto o fervilhar no ar
Sinto vontade
O desejo palpitante
Em cada carícia
Em cada toque
Que nos faz
Simplesmente vibrar


Sinto em cada gesto
O sabor gostoso
Da Tua pele
Que me faz amar
Cada vez mais desejar
Esta inebriante loucura
Que Me impele


As Minhas mãos
Percorrem
Os refúgios sinuosos
Do Teu corpo
Em gestos reconhecidos
E comandados por ensejos
Orientados
Pelos deliciosos suspiros
Dos Teus desejos


Nestes momentos
Perco a noção
De quem sou
Muito menos sei
Para onde vou
Subtraio na vertigem
Desta deliciosa loucura
Fragmentos de lucidez
Na Minha consciência
Que me dizem
Onde estou


Sim
Vida é assim
Desfrutando
A essência do saudável
Do Bom e do Belo
Na plenitude da harmonia

Entre Mim

Entre Ti


Nós dois
Simplesmente

Em
Completa


Magia …..










Luis Sousa